
Depois de meses sem postar e culpando a falta de inspiração, retorno aqui, inspirado pelo som do álbum Chinese Democracy. Não sei qual o motivo da inspiração, se o disco é feito de músicas em Inglês e eu não entendo quase nada do que é dito, mas enfim, me deu vontade de escrever. Escrever sobre como a vida é corrida e porque a deixamos assim. O interminável fluxo de carros no trânsito, os super lotados ônibus que fazem com que seus passageiros esqueçam sua condição de seres humanos e passem a se sentir "sardinhas enlatadas", presos na lata criada por seus próprios semelhantes, e sobre a falta de tempo. Tempo esse estipulado pelo relógio, mas não o relógio da vida, o relógio do trabalho, do colégio e de mais outros lugares que frequentamos, não porque queremos, mas porque precisamos. Necessitamos sempre de mais cursos e capacitações e vivemos na ilusão de que são para aumentar nossos conhecimentos quando, na verdade, são para acrescentar espaço na folha, na folha branca que "nos abre portas e oportunidades", a folha que nos sentimos na obrigação de fazer crescer sempre mais: o currículo.
Vivemos nessa correria, alcançamos nossos objetivos (às vezes), subimos o tão importante degrau, que é a classe social superior à qual pertencemos, e esquecemos do verdadeiro motivo de estarmos aqui, nesse mundo tão bonito, que tem sua beleza ofuscada pelas grandes "selvas de pedra" construídas e mantidas pela ganância do chamado "único ser racional". Nos esquecemos que estamos aqui para evoluir e que deveríamos nos preocupar mais com o compromisso de viver. O compromisso de interagir com aqueles que, para nós, têm importância, que fazem diferença total em nossa existência e interagir com o mundo em sí, com aquilo que não é obra nossa, mas de alguém muito superior, que já havia começado a criar muito antes de nós. Devemos dar prioridade para o que só nos traz benefícios. O resto, é segundo plano. Aproveite o dia, para fazer do mundo, um lugar melhor.